Visita à Casa Paterna Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 7 de 159
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Visita à Casa Paterna

Como a ave que volta ao ninho antigo,

Depois de um longo e tenebroso inverno,

Eu quis também rever o lar paterno,

O meu primeiro e virginal abrigo:

Entrei. Um Gênio carinhoso e amigo,

O fantasma talvez do amor materno,

Tomou-me as mãos, — olhou-me, grave e terno,

E, passo a passo, caminhou comigo.

Era esta a sala... (Oh! se me lembro! e quanto!)

Em que da luz noturna à claridade,

Minhas irmãs e minha mãe... O pranto

Jorrou-me em ondas... Resistir quem há de?

Uma ilusão gemia em cada canto,

Chorava em cada canto uma saudade.

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