A Lucinda Simões Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 157 de 159
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A Lucinda Simões

Quando percorres a fulgente arena

Da Arte imortal, — ingênua, cismadora,

Trágica, humilde, casta ou pecadora, —

Mas sempre de fulgor e graças plena;

Quando teu lábio atrai, morde e envenena

Nos sorrisos fatais da atroz Leonora,

Ou quando, fresco e róseo como a Aurora,

De cascatas de luz inunda a cena;

Ó diva! o nosso espírito cansado

Por te seguir os voos, sente o alado

Grupo de gênios na amplidão dispersos:

Grita o teu nome o Povo eletrizado,

E o Poeta, de súbito inspirado,

Lança-te aos pés toda a sua alma em versos!

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