Roma
Eis o fantasma excelso e venerando
Da Cidade que a terra viu pasmada,
Como a barca de Cristo ameaçada,
Ir nas ondas dos séculos boiando.
Aqui outrora a Liberdade armada
Das vitórias do Gólgota baixando,
O cetro imperial despedaçando,
Deu a Roma o buril, a pena e a espada.
Tudo findou. A colossal Senhora
Dos monarcas da terra — dorme agora
Entre os seus capitais abandonados...
É mudo o Foro — a Glória empalidece,
E a própria voz do bronze que estremece,
Chora os mortos heróis, — dobra a finados.