A Lua no Mar Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 137 de 159
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A Lua no Mar

Corta o navio as águas sossegadas:

Repousa o mar, o velho mar bondoso;

No firmamento um ponto luminoso

Apenas fere as nuvens azuladas...

As noturnas aragens despertadas

— Longos suspiros trêmulos de gozo —

Beijam do mar o seio poderoso

Como invisíveis e lascivas fadas.

O firmamento, pouco a pouco, brilha;

Sobre a planície movediça e nua,

Que o altivo barco soberano trilha,

Como um vulcão de neve que flutua,

Rompe de todo a eterna maravilha:

A grande, a calma, a solitária Lua!

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