Frente a Frente Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 67 de 159
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Frente a Frente

Encontraram-se um dia frente a frente

E recuaram. Suas mãos nevadas

Brandiam duas límpidas espadas,

E o seu olhar fulgia heroicamente.

Disse a primeira, rápida, tremente,

Com o lábio em fogo e as faces abrasadas:

“Quem és? Por que me segues as pisadas?”

— E tu? volveu a outra lentamente.

“Eu? Sou a hidra que jamais descansa,

O rubro facho que a discórdia atiça,

O horror do velho, o assomo da criança;

Ninguém se atreve a me afrontar na liça:

Olha-me bem! eu chamo-me a Vingança!”

— Treme de mim! eu chamo-me a Justiça!

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