Frente a Frente
Encontraram-se um dia frente a frente
E recuaram. Suas mãos nevadas
Brandiam duas límpidas espadas,
E o seu olhar fulgia heroicamente.
Disse a primeira, rápida, tremente,
Com o lábio em fogo e as faces abrasadas:
“Quem és? Por que me segues as pisadas?”
— E tu? volveu a outra lentamente.
“Eu? Sou a hidra que jamais descansa,
O rubro facho que a discórdia atiça,
O horror do velho, o assomo da criança;
Ninguém se atreve a me afrontar na liça:
Olha-me bem! eu chamo-me a Vingança!”
— Treme de mim! eu chamo-me a Justiça!