José de Alencar
No teu regaço, ó Pátria angustiosa,
Ó grande Mãe! ó Níobe! Consente
Que caia minha lágrima pungente
E suspire minha alma dolorosa;
Tua serena fronte majestosa
Curva-se à terra — lívida e plangente:
Perdeste a nívea corda, a fibra algente
De tua agreste Lira luminosa.
Quem cantará agora esse obscuro
Idílio da floresta, — ingênuo tema
Que ele criou — tão mavioso e puro?
Quem guiará as asas do Poema
Com mais doçura? — Ó Bardos do futuro,
Eu vos pergunto em nome de Iracema!