José de Alencar Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 92 de 159
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José de Alencar

No teu regaço, ó Pátria angustiosa,

Ó grande Mãe! ó Níobe! Consente

Que caia minha lágrima pungente

E suspire minha alma dolorosa;

Tua serena fronte majestosa

Curva-se à terra — lívida e plangente:

Perdeste a nívea corda, a fibra algente

De tua agreste Lira luminosa.

Quem cantará agora esse obscuro

Idílio da floresta, — ingênuo tema

Que ele criou — tão mavioso e puro?

Quem guiará as asas do Poema

Com mais doçura? — Ó Bardos do futuro,

Eu vos pergunto em nome de Iracema!

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