Señorita
Não tem a neve dos Andes
A alvura do rosto seu,
E os seus negros olhos grandes
Fulguram mais do que o céu.
Como a doce granadina
Exposta a um raio de luz,
Na boca dessa menina
Um róseo fulgor transluz
E os seus ondados cabelos!
Revoltas vagas do mar,
Onde a razão — só de vê-los –
Começa por naufragar.
Não há decerto beleza
Igual no mundo, — não há:
Mas, saibamos com certeza,
É boa a menina ou má?
Se não há sequer um astro
Entre os mais claros de Deus,
Alvo como esse alabastro
Que a envolve em místicos véus;
Se em negros olhos grandes
Fulge um ardente clarão,
... Há menos gelo nos Andes,
Menos que em seu coração.