Franco de Sá
Ele estreou nesta vida
Como os bardos do passado,
Cantando o ar estrelado,
De louros a fronte ungida.
A Fé — o escudo sagrado –
A Crença — a espada luzida —
Cobriam a fronte erguida
Do pensador inspirado.
Quando seus braços altivos
Na agonia e no estertor
Caíram frios, cativos,
Desprendia o sonhador
Do olhar lampejos mais vivos
Da lira canto melhor.