A Capela Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 115 de 159
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A Capela

Está postada à beira mar: — Um dia,

Ao som da vaga tépida que arfava,

E à morna luz do sol que se alongava

Pelo areal da plaga luzidia;

Eu penetrei o asilo em que sorria

A mãe de Deus. O padre consagrava

A hóstia santa. O incenso flutuava,

E o rosto meu e lágrimas fulgia...

Por isso agora, ó pomba imaculada,

Quando te vejo ao pé de mim tão bela,

Tão risonha, tão branca, tão singela,

Chora minha alma alegre e ajoelhada,

Como ante o altar da virginal capela,

Da pobre igreja à beira-mar postada.

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