Agrário de Menezes
A horrenda deusa em cujo negro seio
Rolam da vida as flores despencadas,
Cedo chumbou-te as pálpebras amadas:
Bem cedo a Morte visitar-te veio.
Como brilhava o sol ao meio dia
Nos teus montes soberbos e vistosos!
E esses clarões de lua voluptuosos
No azul de tua esplêndida Bahia!
Tudo perdeste, e entanto, ó peregrino,
Neste sombrio báratro profundo
Desejam todos, crê! morrer num hino:
Que val’ o corpo? Um trapo vil e imundo:
A vida é a luta acerba com o destino,
Morrer, sim, é melhor. Que val’ o mundo?