Agrário de Menezes Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 87 de 159
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Agrário de Menezes

A horrenda deusa em cujo negro seio

Rolam da vida as flores despencadas,

Cedo chumbou-te as pálpebras amadas:

Bem cedo a Morte visitar-te veio.

Como brilhava o sol ao meio dia

Nos teus montes soberbos e vistosos!

E esses clarões de lua voluptuosos

No azul de tua esplêndida Bahia!

Tudo perdeste, e entanto, ó peregrino,

Neste sombrio báratro profundo

Desejam todos, crê! morrer num hino:

Que val’ o corpo? Um trapo vil e imundo:

A vida é a luta acerba com o destino,

Morrer, sim, é melhor. Que val’ o mundo?

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