Venus Victrix Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 153 de 159
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Venus Victrix

De que profundos céus rolou a estrela

A dupla estrela que em teus olhos mora?

Qual foi a rósea lágrima da Aurora

Que se encarnou em tua espádua bela?

Dizem que a Vênus Veronesa é a tela

Onde dormia a Forma tentadora:

Eu, louco artista, vê-la quis outrora,

Mas depois que te vi não quero vê-la.

O Eterno Deus, o Estatuário ingente

Burilou-te, a sorrir, a alma inocente,

E — digno escrínio que tal gema encerra —

Pôs em teu corpo dotes aos milhares...

A própria Vênus que surgiu dos mares

Cede-te a palma a ti, Vênus da terra!

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