Escuta! Moby Dick - Tradução Literunico · Capítulo 43 de 136
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Escuta!

"Psiu! Ouviste aquele ruído, Cabaco?"

Era a guarda da meia-noite: belo luar; os marinheiros estavam em cordão, estendendo-se de um dos barris de água doce no través até o barril de beber perto da tábua de coroamento. Desse modo, passavam os baldes para encher o barril de beber. De pé, em sua maior parte, nos recintos consagrados do tombadilho, tinham cuidado de não falar nem arrastar os pés. De mão em mão, os baldes passavam no mais profundo silêncio, quebrado apenas pelo ocasional bater de uma vela e pelo zumbido constante da quilha que avançava sem cessar.

Foi no meio desse repouso que Archy, um dos do cordão, cujo posto ficava perto das escotilhas de ré, sussurrou ao vizinho, um Cholo, as palavras acima.

"Psiu! ouviste aquele ruído, Cabaco?"

"Pega o balde, queres, Archy? que ruído queres dizer?"

"Lá está de novo, debaixo das escotilhas. Não ouves? Uma tosse. Soou como uma tosse."

"Tosse, o diabo! Passa esse balde de volta."

"Lá outra vez, lá está! Agora soa como dois ou três dorminhocos se virando!"

"Caramba! acaba com isso, companheiro, queres? São os três biscoitos encharcados que comeste no jantar se virando dentro de ti, nada mais. Olha o balde!"

"Dize o que quiseres, companheiro; tenho ouvidos aguçados."

"Sim, és o sujeito, não és, que ouviu o zumbido das agulhas de tricô da velha quacre a cinquenta milhas no mar de Nantucket; és esse sujeito."

"Ri quanto quiseres; veremos o que aparece. Escuta, Cabaco, há alguém lá embaixo no porão de ré que ainda não foi visto no convés; e suspeito que nosso velho Mogol também sabe algo disso. Ouvi Stubb dizer a Flask, numa guarda da manhã, que havia alguma coisa desse tipo no ar."

"Tch! o balde!"

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