Universo da obra
Universo da obra
Quando te assentares para comer com um governante, observa bem quem está diante de ti.
Põe uma faca à tua garganta, se és homem dado ao apetite.
Não cobices suas iguarias, porque são comida enganosa.
Não te fatigues para enriquecer; abandona tua própria prudência.
Porás os olhos nas riquezas, e elas já não estarão ali; criam asas e voam para o céu como águia.
Não comas o pão daquele que tem mau olho, nem cobices suas iguarias.
Porque ele é tal qual pensa em sua alma. Come e bebe, ele te diz, porém seu coração não está contigo.
Vomitarás o bocado que comeste e perderás tuas palavras agradáveis.
Não fales aos ouvidos do tolo, porque ele desprezará a sabedoria de tuas palavras.
Não removas o marco antigo, nem entres nos campos dos órfãos.
Porque o defensor deles é forte; ele defenderá a causa deles contra ti.
Aplica teu coração à disciplina e teus ouvidos às palavras do conhecimento.
Não retires da criança a disciplina; se a ferires com a vara, ela não morrerá.
Tu a ferirás com a vara e livrarás sua alma do abismo.
Filho meu, se teu coração for sábio, meu coração se alegrará.
Meu íntimo se alegrará quando teus lábios falarem coisas retas.
Que teu coração não tenha inveja dos pecadores; permanece todo dia no temor do Senhor.
Porque certamente há futuro, e tua esperança não será cortada.
Ouve, filho meu, sê sábio e dirige teu coração pelo caminho.
Não estejas entre os que se embriagam com vinho, nem entre os que se fartam de carne.
Porque o bêbado e o glutão cairão em pobreza, e a sonolência vestirá o homem de trapos.
Ouve teu pai, que te gerou, e não desprezes tua mãe quando ela envelhecer.
Compra a verdade e não a vendas; compra sabedoria, disciplina e entendimento.
O pai do justo se alegrará muito; quem gera um sábio se regozijará nele.
Alegrem-se teu pai e tua mãe; regozije-se aquela que te deu à luz.
Dá-me, filho meu, teu coração, e que teus olhos observem meus caminhos.
Porque cova profunda é a prostituta; poço estreito é a mulher estranha.
Ela também espreita como assaltante e multiplica os traidores entre os homens.
Para quem são os ais? Para quem são os pesares? Para quem são as contendas? Para quem são as queixas? Para quem são as feridas sem causa? Para quem são os olhos vermelhos?
Para os que se demoram junto ao vinho, para os que vão provar bebida misturada.
Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando brilha no copo e desce suavemente.
No fim morde como serpente e fere como víbora.
Teus olhos verão coisas estranhas, e teu coração falará perversidades.
Serás como quem se deita no meio do mar ou como quem se deita no alto do mastro.
Dirás: Feriram-me, e não me doeu; bateram-me, e não senti. Quando despertarei? Voltarei a buscá-lo outra vez.
Versão completa em 1.162 capítulos, de Gênesis a Apocalipse.
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