Universo da obra
Universo da obra
Ai de ti, destruidor, embora ninguém te tenha destruído; traidor, embora ninguém te tenha traído. Quando acabares de destruir, serás destruído; quando terminares a traição, sofrerás traição.
Senhor, tem misericórdia de nós; esperamos em ti. Sê nosso braço a cada manhã e nossa salvação no tempo de angústia.
Ao estrondo do tumulto os povos fogem; quando tu te levantas, as nações se dispersam.
Vosso despojo será ajuntado como ajuntam lagartas; homens saltarão sobre ele como gafanhotos.
O Senhor é exaltado, pois habita nas alturas; ele enche Sião de direito e justiça.
Haverá firmeza em teus dias, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do Senhor será seu tesouro.
Eis que os valentes clamam lá fora; os mensageiros de paz choram amargamente.
As estradas estão desertas, o viajante cessou; alianças foram rompidas, testemunhas desprezadas, e homem algum recebe consideração.
A terra pranteia e desfalece; o Líbano se envergonha e seca; Sarom virou estepe; Basã e Carmelo sacodem suas folhas.
Agora me levantarei, diz o Senhor; agora serei exaltado, agora me erguerei.
Concebeis palha e dais à luz restolho; vosso próprio sopro será fogo que vos devora.
Os povos serão queimados como cal; serão espinhos cortados, lançados ao fogo.
Ouvi, vós que estais longe, o que fiz; vós que estais perto, reconhecei meu poder.
Os pecadores em Sião tremem; pavor tomou os ímpios: Quem entre nós pode habitar junto ao fogo consumidor? Quem entre nós pode morar junto às chamas eternas?
Aquele que anda em justiça e fala retamente; que rejeita ganho de opressão, sacode as mãos para recusar suborno, tapa os ouvidos para sangue e fecha os olhos para o mal.
Esse habitará nas alturas; fortalezas de rocha serão seu refúgio; seu pão lhe será dado, suas águas serão certas.
Teus olhos verão o Rei em sua beleza; verão terra que se estende ao longe.
Teu coração meditará no terror passado: Onde está o escriba? Onde está o pesador? Onde está aquele que contava as torres?
Ficará distante de teus olhos aquele povo feroz, povo de fala obscura, de língua estranha, difícil de entender.
Olha para Sião, cidade das nossas festas; teus olhos verão Jerusalém, morada tranquila, tenda que jamais será removida; suas estacas jamais serão arrancadas, e corda alguma será rompida.
Ali o Senhor será para nós majestoso, lugar de rios e largos canais; navio de remo algum passará nele, nem embarcação poderosa cruzará esse lugar.
Porque o Senhor é nosso juiz, o Senhor é nosso legislador, o Senhor é nosso rei; ele nos salvará.
Tuas cordas ficaram frouxas; deixaram de firmar o mastro e de estender a vela. Então se repartirá grande despojo; até os coxos tomarão presa.
Morador algum dirá: Estou enfermo. O povo que habita ali terá sua culpa perdoada.
Versão completa em 1.162 capítulos, de Gênesis a Apocalipse.
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